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17 de dezembro de 2020
Hiperplasia prostática benigna: quando e como tratar
Escrito por André Berger em
Hiperplasia prostática benigna: quando e como tratar

Hiperplasia prostática benigna: quando e como tratar

Cirurgia robótica reduz a possibilidade de o paciente apresentar complicações como disfunção sexual e incontinência urinária pós-cirurgia

A hiperplasia prostática é o aumento benigno da próstata (não há relação com o câncer). É uma doença considerada comum, que atinge cerca de 25% dos homens entre os 40 e os 49 anos de idade, podendo chegar a 80% naqueles acima dos 70 anos.

Os principais sintomas da hiperplasia são:

– Dificuldade para urinar;

– Sensação de esvaziamento incompleto da bexiga;

– Necessidade frequente de urinar, principalmente à noite;

– Diminuição do volume e do fluxo urinário;

– Urgência em urinar;

– Dor e queimação na micção;

– Presença de sangue na urina.

A doença pode ser diagnosticada com a realização de alguns exames, como o toque retal, que avalia se a próstata está aumentada; o PSA; o de urina e exames de imagem, como a ultrassonografia, que permite avaliar a forma e a densidade da próstata, bem como a presença de resíduo elevado de urina na bexiga após a micção.

Opções de tratamento

Para decidir sobre o tratamento do paciente com hiperplasia prostática benigna é importante ter uma estimativa do tamanho da próstata e compreender o quanto os sintomas estão afetando sua qualidade de vida.

O manejo de cada caso depende do tipo de sintoma, dos achados clínicos e dos resultados dos exames. Pacientes com sintomas urinários leves, assintomáticos ou que apresentem sintomas moderados ou graves, mas sem complicações, podem ser apenas acompanhados, sem necessidade de tratamento.

Para os demais casos podem ser indicados alguns medicamentos e, quando há falha na resposta, se ela for insatisfatória, é recomendada cirurgia. Quando o tratamento não é realizado, podem ocorrer retenção urinária aguda, infecções recorrentes do trato urinário, hidronefrose e até mesmo insuficiência renal.

Cirurgia robótica na hiperplasia prostática benigna

A cirurgia robótica vem sendo largamente indicada para tratamento das doenças urológicas. A prostatectomia simples robótica[CB1]  tem se mostrado uma alternativa para pacientes com hiperplasia prostática benigna e próstatas grandes (maiores que 80 gramas). Durante a cirurgia, são feitos pequenos cortes, em um procedimento semelhante ao realizado quando se retira totalmente a próstata, só que, neste caso, é retirada apenas a parte interna da glândula, onde está localizado o adenoma.

A vantagem desse procedimento é que a cápsula, ou a parte externa da próstata, é totalmente preservada, o que reduz a possibilidade de o paciente apresentar complicações como disfunção sexual e incontinência urinária pós-cirurgia.

O procedimento é rápido (de 45 minutos a uma hora) e seguro, pois a robótica amplia a imagem do campo cirúrgico em visão tridimensional, além de tornar os movimentos mais precisos. Por ser menos invasiva, ela possibilita diversos benefícios ao paciente, como redução da dor e do uso de medicamentos no pós-operatório, menos risco de traumas ou complicações, sangramento reduzido, menos tempo de internação e retorno mais rápido às atividades normais.

Além disso, os resultados, com a cirurgia robótica, têm sido satisfatórios, com melhora do fluxo urinário e dos sintomas. O procedimento permite que seja retirada, com total segurança, uma quantidade maior de tecido prostático, o que diminui a chance de recorrência dos sintomas, mesmo que a próstata volte a aumentar de volume. Quando realizada por uma equipe experiente, é possível reduzir o tempo em que é necessária a utilização da sonda após a cirurgia (de sete a dez dias para dois), ou seja, o paciente recebe alta e retorna para sua casa sem a sonda, o que tem impacto significativo em sua qualidade de vida, além de uma recuperação mais rápida.

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